domingo, 11 de julho de 2010

Analisando: Skins

Em meio a tantas outras séries sobre adolescência, pode-se dizer que o diferencial de Skins é a honestidade. Nada de atores de vinte e cinco anos interpretando colegiais nem de jovens milionários com quem a maior parte das pessoas pode apenas sonhar em se identificar, essa série retrata dois grupos de adolescentes interpretados por – pasmem! – adolescentes, que se drogam, bebem, fazem sexo e passam por todas aquelas dúvidas e inseguranças dessa fase da vida geralmente retrada de maneira tão hipócrita na televisão. A série tem quatro temporadas e após duas o elenco foi renovado: outro grupo de amigos, outras histórias, outros problemas, mas sem perder a qualidade.

Verdade seja dita, certamente a série não é perfeita, longe disso. Alguns pontos críticos

devem ser ressaltados:

-Os adultos na grande maioria das vezes são completos idiotas promíscuos. Não importa se é um traficante ou um pai de família, é quase sempre bobo e/ou caricato. Como os adultos nunca são o ponto central do episódio (que sempre é mais focado em um dos personagens) isso pode ser relevado, mas que eles erraram a mão erraram.

-Ninguém se droga tanto assim. Sério, gente, eles fumam maconha como eu bebo água e em qualquer lugar. Que eu saiba a Inglaterra não é tão legalize, mas ok.

-O senso de humor britânico... Bem, na maioria das vezes ele não é... Engraçado. Não espere gargalhar então.

Superamos, vamos seguir em frente.

Como eu disse, cada episódio é focado em um personagem, como que para apresentá-lo, justificar seus atos. Os outros aparecem como apoio, mas é através da perspectiva do personagem central que nós enxergamos a história. Todos são relevantes para a trama, mas só alguns são fundamentais, e é deles que eu vou falar agora.

Primeira geração

Tony

Ele é lindo, inteligente e talentoso. E é também extremamente manipulador, beirando a crueldade. Tony tem tudo o que quer, inclusive a namorada dos sonhos de seu melhor amigo, Sid, mas eu realmente detesto a Michelle e me recuso a falar sobre ela. Boa parte do tempo você sente raiva do Tony, mas a partir de certo ponto ele começa a amadurecer e muda. Você vai terminar apaixonada(o) por ele. Sério.

Sid

Sid é o típico adolescente fracassado. Sempre ofuscado por Tony, mau aluno, amor não correspondido, virgem, problemas na família e a lista continua. Se você já teve quinze anos, é inevitável se identificar com o Sid. É muito legal assití-lo crescendo e se tornando uma pessoa mais forte.

Cassie

“She’s blonde, she’s skinny, she says ‘wow’ a lot.” A primeira impressão não me agradou muito. Achei a Cassie meio boba, lunática, mas com o decorrer da série ela se tornou minha preferida dessa geração. O mundo pode cair na cabeça dela, ela está sempre sorrindo e sendo gentil com todos, minha impressão é que ela carrega a série nas costas, é a personagem mais altruísta. O episódio sobre ela é para mim o melhor da primeira temporada, ali ficou bem claro quem seria a principal responsável pela parte dramática da trama. A loirinha anoréxica é simplesmente encantadora, dá vontade de levar pra casa e dar um abraço e um sanduíche.

Segunda geração

Effy

Effy é a irmã mais nova do Tony, e certamente herda seu trono quando ele vai embora para a faculdade. Ela aparece nas primeiras temporadas, mas a partir da terceira se torna a protagonista da trama. Linda, inteligente, manipuladora e extremamente solitária. Não demora muito para que percebamos que a Effy é bem melhor do que aparenta. Sim, ela tem um bom coração. Sim, ela quase destrói a amizade de Freddie, Cook e JJ, que se apaixonam por ela logo no primeiro episódio. Sim, eu daria tudo para ser esse chiclete.

Cook

A primeira vista, o Cook é um cretino. A segunda também. O Cook é um cretino boa parte do tempo, mostrando seu lado bom em algumas raras vezes. Pai escroto, mãe ausente e tudo mais, o garoto tem uma vida de merda, mas é um cretino.

Emily e Naomi

Click to view full size image

Não tem como falar de uma sem falar de outra. Emily é constantemente ofuscada pela irmã, Naomi é uma adolescente idealista, porém com muito mais perguntas do que respostas. Numa série voltada para o público jovem é bem impressionante que o casal mais bem retratado seja formado por duas meninas e é extremamente agradável ver o sentimento que uma tem pela outra se desenvolver em meio aos medos e inseguranças de cada uma.

JJ

Se na primeira geração Cassie carrega a trama nas costas, na segunda certamente é JJ. Asperger, superprotegido pela mãe, extremamente inteligente mas com pouquíssima aptidão social, JJ tem apenas dois amigos, e vê sua amizade desmoronando quando os três se apaixonam por Effy. Ao contrário dos outros dois, JJ abre mão da garota em prol da amizade. Logo de cara eu simpatizei com ele, e minha simpatia só aumentou ao longo da série. JJ é talvez o personagem que mais evolui, sempre disposto a se sacrificar pelos amigos. Se eu fosse a Effy eu teria escohido o JJ. JJ, eu amo você.

Se por acaso vocês se interessarem e quiserem assistir, na comunidade do Orkut em todos os links para download. http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=6209555

terça-feira, 8 de junho de 2010

Analisando: Dia dos Namorados


Dia dos Namorados é interessante. As pessoas reagem à sua aproximação de formas completamente variadas, desde a total indiferença até desespero, angústia e outros sintomas da tal depressão. No meu caso, felizmente, a única reação é esse post no VSS. Desde meus dezesseis (eu acho) anos eu não passo um 12/06 sozinha, então dá pra dizer que é uma experiência nova pra mim. É tudo uma questão de expectativas. Se você não conhece ninguém interessante e ninguém demonstrou interesse em você, é praticamente suicídio esperar rosas vermelhas e champagne ao acordar. Um pouco de realismo, minha gente. Beber de estômago vazio faz um mal do cacete e as tais rosas vermelhas perderam a credibilidade comigo ao longo dos anos de cenas bregas de filmes B e propagandas de motel de estrada.
Então, as expectativas. As minhas, para ser exata. Acordar meio cedo (porque a partir de hoje eu sou saudável) sem ressaca (apesar de ter bebido na véspera) e correr na orla (é, isso mesmo). Tomar banho e ir almoçar (exato, IR almoçar, não FAZER o almoço) em algum lugar que preste. à tarde assistir um filme (8 1/2, se eu conseguir encontrar) e botar recados no Twitter, Orkut e Facebook dos meus amigos solteiros do tipo "bora beber à noite?" (eu não ousaria ligar, porque, por mais solteira que a pessoa seja, temo interromper algo). Jantar, tomar banho, sair, beber, voltar pra casa e dormir com meu adorável Sushi.
Claro, as coisas raramente saem como a gente espera, mas eu espero um dia normal, então não deve ser difícil conseguir.
Desnecessário dizer que se eu namorasse minhas expectativas seriam um pouco diferentes, não é? Sexo, sexo, sexo. Mas ainda almoçaria num lugar decente.
Se o caso for de você também estar sozinho(a) nesse dia e digamos que não esteja lidando muito bem com isso, não precisa se desesperar. Alugue um filme (Cães de Aluguel, por exemplo), leia um livro (O Velho e o Mar - E. Hemingway) e beba algo (um café - super digno). O dia vai acabar antes que você perceba.
Agora, se você está realmente desesperado(a), porque sua vida se resume a solidão e blá blá blá, meu conselho é o mesmo: filme (Meu Pé de Laranja Lima ou algo do tipo), livro (Os Sofrimentos do Jovem Werther - Goethe) e bebida (um copo d'água para acompanhar uma cartela de Rivotril). Pronto. O que acontecer, aconteceu.

domingo, 18 de abril de 2010

Analisando: Novela das oito

Não adianta falar da novela como um todo, novela do Manoel Carlos para mim é como o especial de fim de ano do Roberto Carlos: se você já viu um, já viu todos. Por isso resumirei minha opinião sobre "Viver a Vida" em: É meio chata.

Ok, vamos às personagens.

Helena

Helena

Eu te odeio. Não me interessa quem interpreta você, você é sempre chata e mal comida. Não se ache o Martin Luther King reencarnado só porque é negra. Aliás, não me surpreenderia se você fosse azul como um Avatar, quero ver é você pobre. Meu sonho é um dia te ouvir dizendo "Amigo, faz lotada?" ou então "Marcos, nós podemos jantar, mas tem que ser cedo, porque depois das dez trem da Cenral é só parador!". Pára com essa putaria de Leblon, quero te ver em New Iguaçu.

Marcos

Marcos

Envelheça com dignidade, Zé Mayer. Tá feio isso.

Miguel

Miguel

Todos acham você um encanto de pessoa, mas a mim você não engana. Você é chato e inconveniente e sempre aparece de surpresa com uma cara de bundão que me faz querer matar um filhote de panda. Espero que a Luciana se recupere bem rápido e meta um chute no seu estômago.

Mia

Mia

Posso estar enganada, mas acho que você tem mau hálito.

Tereza

Tereza

Lília Cabral, eu amo você. Você é linda e foda e transforma em ouro tudo em que toca. Infelizmente seu poder não se estende ao resto da novela, mas sua personagem, assim como você, é absoluta. Desculpe ofender seus colegas aqui.

Alice

Alice

Você é um tiro no olho de todos os fãs da Maria Luiza Mendonça. Morra, desgraçada maldita.

Renata

Renata

Eu adoro a Renata. Ela é ótima pessoa com um quê de Amy Winehouse, tenho vontade de ser amiga dela.

Sandrinha

Sandra

Lembra a Rihanna, é péssima atriz e a câmera sempre treme quando ela é filmada. Por isso estou contando os dias para a bala perdida que eu li na revista acertar a cara dela-ela-ela-eh-eh-eh.

É isso. Faltaram muitos personagens, mas eu falo ou não deles em outra oportunidade. Para fechar deixo uma súplica ao célebre autor: Aposente-se.

quinta-feira, 11 de março de 2010

É...


Gastronomia é um curso muito legal. Aliás, eu não contei, né? Estou estudando Gastronomia na Unirio. Enfim, é muito legal. Um possível problema é que, dos 120 da primeira fase, passam uns 40 pra segunda. Eu digo "possível" poque se eu passar isso continua sendo um problema, mas não meu. Outro problema, diretamente ligado a esse, é que alguns professores não são brasileiros e têm um sotaque carregado pra caramba, ou seja, às vezes é difícil entender o que eles dizem. Fora isso tudo bem. Muito bem :)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mas é carnaval...


-Meu nome é Helena, eu tenho vinte anos e sou uma ex odiadora de carnaval.

-Oooi, Helena.

-Eu sempre encarei o carnaval como o pior feriado do ano, mas isso mudou quando vim morar no Rio. Aos poucos fui superando essa aversão, mas sempre evitando a confusão que a data carrega. Mas esse ano vai ser diferente. Após muita reflexão resolvi aproveitar e me jogar de cabeça na semana em que é socialmente aceito começar a beber às sete da manhã e ir infernizar a manhã dos moradores menos festivos de onde os muitos blocos de rua cariocas se concentram. Morando em Copacabana estarei cercada por todos os lados, por isso resolvi me juntar aos blocos daqui. Apesar de não morar em Laranjeira, Santa Teresa, Leblon, Ipanema, Lagoa, Jardim Botânico, Centro, Botafogo ou Flamengo, resolvi ser solidária também a eles. Ter minha bunda apertada por estranhos vestidos de mulher de repente ma parece um preço muito baixo a ser pago. Relato minha experiência no próximo encontro.

(palmas)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pérolas do cinema lésbico

Aqui vão alguns exemplos de como as lésbicas são maltratadas pela indústria cinematográfica. Não estou pedindo Truffaut, minha gente, apenas que parem de botar gente feia beijando sem língua ao som de rock-alternativo-direito-autoral-baratinho. São apenas exemplos, isso está longe de ser um top. Infelizmente já vi muitos filmes piores por aí.

But I'm a Cheerleader!


Sinopse: Os pais suspeitam da sexualidade da filha e têm uma excelente idéia: mandá-la passar uns tempos num lugar que "conserta" homossexuais. Qualquer um sabe que nesse lugar o que não faltava eram lésbicas e esses pais eram uns idiotas.
Assista porque: Tem umas cenas hilárias do jeito mas tosco possível. Se você quer ser roteirista assista também: se esse roteiro foi produzido, qualquer um será. Além disso, a peguete da menina é TÃO bonitinha!


D.E.B.S. - As Super Espiãs




Sinopse: Amy queria ser artista, mas não se sabe por que cargas d'água é espiã. Lucy Diamond (que lembra a Gretchen, exceto pelo fato de que é até bem bonitinha) é a vilã lésbica que nunca fez mal a uma mosca. As duas se apaixonam e fogem. As companheiras de Amy pensam que Lucy a sequestrou e o circo está armado.

Assista porque: As protagonistas são gostosas, prontofalei. E toca New Order na cena mais legalzinha.


Meu amor de verão





Sinopse: Duas garotas sem um pingo de carisma e com um sotaque pra lá de irritante se apaixonam durante as férias. Uma rica outra pobre, uma bonitinha outra feia, uma boa outra má. Assisti esse filme há alguns anos e até hoje meu estômago se contorce de ódio quando lembro da ruiva. O final é até surpreendente, mas foda-se. Se o teto caísse em mim agora seria surpreendente também, e igualmente ruim.

Assista porque: Não assista.

Sushi

Depois de alguns meses sem postar resolvi mudar um pouco o blog. Muita coisa mudou, o VSC tinha que mudar também. Eu agora tenho um gato, o nome dele é Sushi e ele espirra o dia inteiro, o que me faz crer que ele seja aérgico a poeira. Sushi atende também por Flicts, Satanás e Heleno, isso eu deixo a critério de vocês. Sushi não sabe cozinhar, mas é carinhoso e tem talento para a boemia.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Eu quero

ir para a minha

sábado, 2 de maio de 2009

KIDS


Ontem eu cheguei meio atordoada em casa, querendo sair por aí exercendo a irresponsabilidade que ficava bonitinha nos meus amigos e em mim há uns anos (e da qual, admito, sinto muita saudade). O mais próimo que cheguei disso foi baixar (sem pagar os direitos, uhul!!!) o filme Kids.

Assisti pela primeira vez esse filme há uns oito anos, e na época foi um ato revolucionário da minha parte. Eu lembro que fui sozinha à locadora, com medo que a atendente ligasse para minha mãe autorizar que eu levasse um filme para maiores de idade, cheguei em casa e não tinha ninguém, poque era uma tarde depois da escola. Botei a fita no vídeo e passei uma hora e meia de olhos arregalados, vidrada na tela para não perder um segundo daquelas "barbaridades" que o filme mostrava. Mudou a minha vida, na época eu achei que tivesse um grande espírito aventureiro só por ter assistido aquilo tudo.

Hoje, assistindo pela segunda vez, o filme pareceu só um... filme. Um filme sobre adolescentes comuns, um pouco mais escrotinhos, mas, na boa, comuns. Aí eu fiquei pensando nos meus tempos de Centro de Cultura, Bar do Luís, janeiros, rock'n'roll, vodka e grama... Cara, que saudade! Nós éramos um bando de idiotas, mas uns idiotas tão felizes, despreocupados e infensivos! Nós éramos muito legais, eu já fui legal! Hoje eu tomo duas cervejas e falo da gripe suína. Céus, que tédio eu me tornei.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Eu sonho melhor quando bebo.


Eu tive um sonho. Sonhei com o ceu mais bonito do mundo e eu na beira da praia de Copacabana, mas nao era parecida - eu so sabia disso e ponto. Era realmente lindo, nao era so estrelado. Dava para ver os planetas! Enormes, iguaizinhos aos que mostram os livros de Ciencias. E eu com cara de trouxa, olhando e pensando na vida. Esse foi o meu erro, eu comecei a pensar que os planetas assim, tao proximos da Terra, com certeza influenciariam na mare. Obvio, foi so eu pensar isso que comecou a se formar uma onda enorme, colossal! Eu fiquei olhando, perplexa, e me mandaram correr. Obedeci, apesar de achar que nao adiantaria nada: corri feito um etiope, como se minha vida dependesse disso (e bem ou mal, para todos os efeitos ela dependia mesmo). E a onda aumentando...

Meu pai me acordou. Sem motivo nenhum, so me acordou por acordar, porque julgou que eu tinha dormido o suficiente. Filho da puta, cara.