Dois marmanjos barbados (ou não, no caso do Daniel) dormem a sono solto aqui ao meu lado e eu, que não voltei pra casa por causa da chuva, não consigo pregar o olho. Queria meu cabo USB aqui, pra me divertir com as fotos de hoje, seria bom. Amanhã volto pra minha casa que não é minha casa, depois de amanhã a Renata vai lá também. Isso me faz pensar em visitas. Nunca recebi um hóspede vegetariano, por exemplo. Deve ser tipo:
-Quer nuggets?
-Não, obrigado.
-Tem hambúguer na geladeira...
-Sou vegetariano, obrigado.
-Tem pão e manteiga, quer?
-Derivado de leite, não posso.
-Pega uma maçã e não enche meu saco.
Não, mentira. Eu sempre tive grande simpatia por vegetarianos, acho legal abrir mão de tantas coisas por respeito aos animais. Quisera eu ser vegetariana. Infelizmente, nunca consegui me dar bem com vegetais. Mas também não ligo para carne. Na verdade, eu não gosto de muita coisa. Mas macarrão é o que há.
terça-feira, 22 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
olha lá
Ficou difícil, tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício, ossos do oficio
Pagar pra ver o invisível e depois enxergar
Que é uma pena, mas você não vale a pena
De repente cai o nível e eu me sinto uma imbecil.
música bonita.
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício, ossos do oficio
Pagar pra ver o invisível e depois enxergar
Que é uma pena, mas você não vale a pena
De repente cai o nível e eu me sinto uma imbecil.
música bonita.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Para falar com alguém.
Adoro o Rio quando chove. Principalmente nas terças, porque não tenho aula. Aí duas coisas que adoro: chuva e não ter aula. Não que eu não goste de ir pra faculdade, pras aulas e tudo, mas sabe? É bom ter um dia de descanso a mais. Além do mais, não ter que ler os textos é um alívio pra minha dor de cabeça. Ah, sim! Eu sou míope. Descobri hoje: 0.75 e 0.50, pouquinho. Mas o suficiente pra sempre parar o ônibus pra Gávea, ao invés de parar o que vai pra Urca (são da mesma cor e tamanho. Ontem eu assisti a uma peça depois da aula, um texto adaptado de Annie Hall. Boa, sim, apesar dos detalhes que sempre aparecem para atrapalhar. Muita saudade dos meus amigos. Muita.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
post curto para não acordar o amigo
Quero registrar aqui minha felicidade por ter o Marcelo aqui em casa. Gostaria de escrever mais sobre a chuva, os séculos de espera mútua em lugares desencontrados e a louça que ele não lavou, mas não vou fazê-lo, pois tem um Marcelo adormecido ao meu lado e amanhã ele tem um dia de cão enquanto meu único compromisso é às 18:00.
Boa noite ;*
segunda-feira, 7 de abril de 2008
to do list

1- sair da internet pelo menos meia hora do meu tempo livre (quantas vezes você entrou no orkut e eu não estava?)
2- comer mais maçãs (pra compensar todo o resto da dieta)
3- me exercitar subindo e descendo todos os dias os doze andares da escada do meu prédio (entrar em forma, rapaz!)
4- ir ao aterro do flamengo (não acredito que ainda não fui!)
5- tirar identidade, cpf e título (pro ladrão ter o que levar da próxima vez também)
6- descobrir a senha do meu cartão (e assinar também!)
7- marcar oculista (amanhã sem falta, porque estou me sentindo quase um morcego)
8- arrumar o armário (pra não passar boa parte do tempo procurando um par de meias)
9- ir ao mercado (preciso comer)
10- trabalhos de FB e ATT (valem nota =P)
11- ir à praia quando o tempo melhorar (pra me misturar com os nativos)
12- apontar os lápis de cor (as pontas quebram demais)
13- cortar o cabelo (antes que eu tropece nele)
14- finalmente ver a bianca (saudade, ué)
15- dormir mais cedo (pareço um panda por causa das oheiras)
Se eu tentar agora será que eu durmo?
domingo, 6 de abril de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
Mil desculpas.
Eu sinto tanto. Não queria que fosse assim, eu juro. Eu pensei diferente, planejei diferente, quis diferente. Eu não me aguento mais. Fica tanta coisa boa... E a culpa, como fica? Se fosse um filme eu morreria no final. E seria bem feito.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Eu sinto falta.
Eu sinto falta de alguma coisa, mas não sei de quê. Não me refiro a pessoas, comida pronta, quarto, gato preto nem nada que possam sugerir. É alguma coisa. Talvez eu nunca tenha tido, talvez tenha tido há muito tempo. Eu gosto mais do Rio quando chove. Gosto de baixar filmes e ver quando não tenho aula. Acho que a culpa é dos filmes, todos tão cheios de si com suas músicas e personagens na hora e no lugar certos, criando expectativas descabidas para pessoas reais como eu.
Um bom exemplo disso é o beijo apaixonado na chuva. Nos filmes os beijos não são interrompidos por um carro que passa na poça d'água nem por alguém que quase enfia o gurda-chuva no olho da mocinha.
Outro bom exemplo é a música perfeita para o momento. Levante a mão quem beijou alguém pela primeira vez ao som de uma música romântica-sem-ser-brega, cuja letra descrevia exatamente o que você sentia... Ninguém, aposto. Na maioria dos casos, nem música teve. Provavelmente tinha o som dos seus amigos dizendo "beija! beija!" e empurrando sua cabeça em direção à da pessoa amada/temida. A menos que tenha acontecido em uma boate. Nesse caso o primeiro beijo foi ao som de Beyoncé ou coisa que o valha.
Realidade é um saco. No mundo real as pessoas lavam pratos e têm olheiras.
E a insônia do mundo real não é poética.
Um bom exemplo disso é o beijo apaixonado na chuva. Nos filmes os beijos não são interrompidos por um carro que passa na poça d'água nem por alguém que quase enfia o gurda-chuva no olho da mocinha.
Outro bom exemplo é a música perfeita para o momento. Levante a mão quem beijou alguém pela primeira vez ao som de uma música romântica-sem-ser-brega, cuja letra descrevia exatamente o que você sentia... Ninguém, aposto. Na maioria dos casos, nem música teve. Provavelmente tinha o som dos seus amigos dizendo "beija! beija!" e empurrando sua cabeça em direção à da pessoa amada/temida. A menos que tenha acontecido em uma boate. Nesse caso o primeiro beijo foi ao som de Beyoncé ou coisa que o valha.
Realidade é um saco. No mundo real as pessoas lavam pratos e têm olheiras.
E a insônia do mundo real não é poética.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
A vida é curta, Charlie Brown!
É impressionante como as menores coisas causam as maiores mudanças. Uma chuva nunca é só uma chuva, e a de hoje não precisou inundar minha casa para mudar algumas coisas. De verdade, eu já sabia, foi uma subtração bem simples. Já estava na hora, certo? Bem que minha mãe me falou para usar mais rosa.
Descontando os impostos a vida vai bem. Arrumei um lugar pra ficar enquanto não encontro apartamento no Rio, ganhei um laptop, tive um ontem bem legal e amanhã vou ver o Cristo. Ah, sim, e amo minha Catarina, como não?
Um beijo.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Boletim de Ocorrência
Eu não escrevo aqui há um tempo por dois motivos. O primeiro é que o meu computador travava sempre que eu tentava postar, o segundo é que eu não tinha nada a dizer.
Pois bem, agora eu tenho uma coisa a dizer, gostaria de reportar um furto: roubaram meu verão. Não só o meu, roubaram o verão de toda a cidade, talvez até do estado!
Não é que eu goste de verão, de calor etc.; admito que prefiro esse clima mais frio, mais confortável... O problema não é esse. O problema é que eu me sinto lesada. Acho que tenho todo o direito, depois de enfrentar junho, julho e agosto congelantes, de aproveitar um início de ano com sol e céu azul. Espero que vocês me entendam, o que eu quero não é o calor, o que eu quero é poder reclamar do calor. Reclamar de calor no frio não faz sentido. Ou faz? Se fizer, por favor me avisem, porque eu quero muito reclamar.
Não que eu não consiga pensar em nada do que reclamar, claro. Vejam bem, eu não sei sou caloura da PUC, se sou caloura da Unirio, se não sou caloura de droga nenhuma. Digamos que seja da PUC: eu não tenho onde morar, nem com quem, nem mais que 22 dias pra resolver isso.
Na verdade, isso não me incomoda tanto. O que realmente me incomoda é que o tempo simplesmente se recusa a passar. É a primeira vez que eu quero que as aulas comecem, e nunca demorou tanto. Não que eu queira que as aulas comecem, mas eu quero, sabe? Ninguém gosta de esperar, não que eu saiba.
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